quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Meu lado Inteligente


Eu penso, penso,penso tanto que as vezes só produzo mais perguntas, tanto que chego a criar uma espécie de paranóia.

Fico "embaraçada" quando acho que estou sendo criticada, posso ferir as pessoas que gosto com minha língua afiada.

Tenho que ficar em paz com meus pensamentos e sentimentos.

Sou bastante sensível e emotiva, planejadora, inteligente, investigadora, analista, criativa e consigo vencer qualquer debate quando sei do que estou falando, mas talvez me sinta introvertida e agressiva caso não me sinta segura ... :s
O marido do Dr. Pompeu


Ninguém estranhou quando depois de 25 anos de casamento, filhos criados, a mulher do Dr. pompeu pediu o divórcio. As razões dela eram normais para a época: não queria mais ser apenas uma dona de casa. Queria viver sua própria vida, estudar psicologia, ter sua própria carreira. Tudo bem. O escândalo, para mostrar como ainda existem preconceitos, foi quando souberam que o Dr. Pompeu, em vez de outra mulher, arranjara outro marido.

-Quem diria, hein? O Pompeu.

A própria mulher foi pedir satisfações.

-Pompeu você enlouqueceu?

-Por quê?

-Todos esses anos, eu nunca desconfiei que você fosse... desses.

-Desses o quê?

-Você sabe muito bem. Um...

A mulher se calou porque nesse exato momento chegou em casa o marido do Dr. Pompeu. Um homem apenas um pouco mais velho do que ele, grisalho, ar respeitável. Um empresário de muito conceito.

-Alô... _ disse o marido do Dr. Pompeu, um pouco constrangido.

-Oi disse o Dr. Pompeu, alegremente.

terça-feira, 29 de setembro de 2009


"Boa o suficiente pra abalar a sua mente, perfeita na medida certa pra alegrar a sua vida"
Champingnons Recheados

Tinham se separado mas mantinham relações cordiais ou, como as descrevia Marcelo, "saudavelmente hipócritas". Quando se encontravam conversavam civilizadamente. O que é surpreendente, pois o casamento terminara com a Helena atirando uma frigideira na sua cabeça.
Foi numa dessas convsas civilizadas que a Helena, depois de hesitar e pedir pra ele não estranhar o pedido, disse que iria receber umas amigas em casa para jantar na noite seguinte eperguntou se Marcelo faria os seus champignons recheados para ela servir às convidadas.
Marcelo ficou saboreando o momento, pensando nas várias respostas que poderia dar. Afinal, junto com a frigideira, ela lhe atirara a frase " E leve suas malditas receitas com você!" Agora estava pedindo que preparasse uma de suas malditas receitas. Para ganhar tempo antes de escolher a resposta, perguntou:
_Quem são as amigas?
_São novas, você não conhece. E então?
Marcelo sorriu, escolheu uma resposta irônica, mas simpática.
_ Vou precisar daquela frigideira. Você ainda tem?
Marcelo preparou os champignons à tarde e deixou instruções de como aquecê-los na hora de servir. Como esqueceu seu jogo de facas na cozinha da ex-mulher, foi busca-lo na manhã seguinte.
Helena custou a abrir a porta, depois abriu de camisola e com cara de sono.Tinha ido dormir tarde. Marcelo entrou e viu que a mesa de jantar ainda estava posta. Para dois. Duas garrafas de vinho vazias,uma emborcada. Dois copos,dois pratos de sobremesa e um cinzeiro sujos.
_Era só uma? _perguntou Marcelo.
_Uma o que?
_Amiga.
_Ah. É. As outras não vieram.
Marcelo examinou o cinzeiro.
_Só veio a que fumava charuto?
Helena fez um silêncio.Marcelo fz um sinal com a cabeça na direção do quarto de dormir. perguntou:
_Ele ainda está aqui?
_Não! Só jantou e foi embora. Eu não...
_Quem é ele?
_Você não conhece.
_ Muito bem, muito bem. Então eu preparei o alimento pra você dar a outro homem. Fui o fornecedor do meu próprio corneamento. Muito bem, muito bem.
_Ninguém corneou ninguém,Marcelo. E mesmo, nós estamos separados. Eu recebo quem eu quero e dou comida para quem eu quero!
_Os meus champignos recheados, não senhora!
_Pois quer saber de uma coisa? Ele odiou os seus champignons!
_O quê?!
_Odiou. Disse que já comeu muitos melhores e que o seu tempero está ultrapassado.
_Ah é? Ah é?
No fim daquela tarde, Marcelo telefonou para Helena.E pediu:
_Convida ele de novo.
_Quem?
_O cara de ontem. O que não gostou dos meus champignons .
_Eu não!
_Convida, Heleninha. Pensei em fazer o meu suflê de quatro queijos. Você acha que ele é homem de suflês?
_Eu não tenho a menor intensão de convid-lo outra vez.
_Pô, Heleninha. Ele merece outra chance. E eu também.
Helena cedu. Só não aceitou o pedido do Marcelo para ficar escondido na cozinha, espiando por uma fresta o homem comer o seu suflê. Perversão, não.



Crônica de Luis Fernando Veríssimo- Comédia da Vida Privada
Amor próprio não tem preço por que é isento de lágrimas

de cobranças

de decepções

Além de tudo ainda tem a capacidade de preencher qualquer vazio deixado na alma

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quero um amor...

Quero um amor que seja mais que promessa,
seja mais que um momento...
Quero um amor que seja mais que sexo...
Seja mais que um beijo...
Quero um amor que seja mais que um olhar
mais que uma poesia com rimas.
Quero um amor que não me pergunte onde eu vou,
mas se eu vou voltar...
Quero um amor que me faça dormir sentindo saudades...
Quero um amor que me faça mais rir do que chorar...
Um amor que me traga companhia, traga conforto
Quero um amor que sempre sonhei...
Nunca deixarei de dizer...
Quero um amor
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem...
Você não só não esquece a outra ... como ainda pensa muito mais nela...

Um dia descobrimos que nos apaixonar é inevitavel...